As cidades têm visto a diminuição gradativa do movimento de suas estações rodoviárias, outrora pulsantes de gentes e linhas de ônibus. A situação não tem sido diferente com a Estação Rodoviária de Cachoeira do Sul, complexo inaugurado em 26 de fevereiro de 1976, na Rua Bento Gonçalves, arrojado em seu projeto arquitetônico e em suas pretensões futuras.
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| Estação Rodoviária - Coleção Augusto de Lima |
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| Inauguração pelo casal Arno e Judith Radünz com o prefeito Pedro Germano - 26/2/1976 - Acervo familiar |
A concessão do serviço da então agência rodoviária se deu em 1.º de setembro de 1941 para José Engler, que a dirigiu até 1947, quando faleceu. A viúva de José, Irma Charlier Engler, assumiu o seu lugar, permanecendo à frente dos negócios até 1955, quando nomeou seu preposto a Pedrinho Caspary. Em 1960, Arno Radünz passou a preposto e finalmente a agente, tendo como auxiliar a esposa Judith Heloísa Engler Radünz, filha do primitivo concessionário.
De 1941 até a inauguração da superestrutura da Rua Bento Gonçalves, a estação rodoviária ocupou diferentes endereços, todos próximos uns dos outros e guardando proximidade também com a estação ferroviária. A área era de grande movimentação e canalizava o despacho de pessoas e mercadorias nas duas estações. Era comum pessoas chegarem de trem e tomarem um ônibus, ou vice-versa.
No início desta história, o concessionário José Engler estabeleceu-se junto às instalações da firma Irmãos Schaurich, na Rua Júlio de Castilhos. Depois se mudou para a Casa Princesa, que incendiou, dali para um pequeno corredor em frente aos Irmãos Schaurich. O próximo endereço foi onde hoje está a Farmácia Panvel da Rua Júlio de Castilhos e, finalmente, atendia na Rua Otto Mernak, local hoje ocupado por vários empreendimentos comerciais e que foi construído por Arthur Meneghello, proprietário do antigo Hotel Guarany.
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| Instalações de Irmãos Schaurich, na Rua Júlio de Castilhos - Fonte: Cachoeira do Sul é aqui |
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| Estação Rodoviária na Rua Otto Mernak (1956) - MMEL |
No início da década de 1970, a desativação da estação ferroviária e a grande mudança que a área sofreu com a sua demolição contribuíram muito para fazer crescer o movimento da rodoviária, que se tornou acanhada e deficitária. Arno Radünz decidiu então investir numa nova e moderna estação, mas longe dali, em local que facilitasse a chegada e saída de ônibus, tarefa complicada em área central da cidade.
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| Demolição da estação ferroviária - MMEL |
As obras começaram em dezembro de 1973 e foram confiadas ao arquiteto Augusto Mandagaran de Lima, construtor e autor do projeto inovador, desenvolvido para receber ampliações futuras para uma demanda que, à época, tinha a projeção de ser das maiores. Mas como o futuro é um tempo totalmente incerto, as variáveis acabaram por mitigar as projeções e hoje, na maioria das cidades, as estações rodoviárias sofrem para manter suas portas abertas.
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| Canteiro de obras - Coleção Augusto de Lima |
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| Canteiro de obras - Coleção Augusto de Lima |






