Espaços urbanos

Espaços urbanos
Paço Municipal - foto Renato F. Thomsen

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Museu no Paço já!

O Museu Municipal de Cachoeira do Sul - Patrono Edyr Lima foi criado com o objetivo de reunir e resguardar objetos, documentos e fotografias que contassem a nossa história. A coleção  inicial foi doada pelo advogado Edyr Lima e a primeira diretora, professora Lya Wilhelm, deu início no já distante ano de 1978 a buscar junto a famílias acervos que pudessem ajudar a compor o panorama histórico do quinto município do Rio Grande do Sul. 

Alguns objetos do acervo do Museu

A premissa era partir do micro para o macrocosmo, ou seja, do objeto em si e da função que ele originalmente tinha para remetê-lo ao contexto histórico em que foi usado, abrindo espaço, logicamente, para ressaltar também o elemento humano que o produziu e dele fez uso. Era uma visão primeira do que hoje se constitui educação patrimonial. D. Lya, altamente qualificada para a proposta, empreendeu ações que até hoje surpreendem pela visão prospectiva! 

Lya Wilhelm

Ao longo dos 38 anos de existência do Museu, o que começou pequeno se tornou grande. A comunidade viu na instituição a oportunidade de perpetuar períodos, fatos e nomes que ajudaram a escrever a história e foi fazendo dela a depositária de suas memórias. 

De uma sede provisória e improvisada - a do Coral Cachoeirense, na Rua Comendador Fontoura - o Museu passou para sua sede própria, ocupando uma interessante casa no coração da Vila Maria, transformada em Parque Municipal da Cultura. Restaurada e adaptada às necessidades do Museu, a antiga casa construída por Engelberth Gottwald, e depois vendida para Aracy Alves e sua família, passou a ser a casa da história de Cachoeira do Sul. Sucederam-se os anos e a ineficiência e insuficiência dos recursos públicos produziu uma situação de vulnerabilidade da casa e, com isto, de risco ao acervo amealhado e tão bem cuidado desde os tempos do garimpo empreendido por Lya Wilhelm e seu quadro de servidores. O patrono Edyr Lima sempre dizia que era guardião de outro grande acervo que já estava destinado ao Museu, mas que não o entregava por saber da falta de espaço...

Sede do Museu - Parque Municipal da Cultura

Agora surge a grande oportunidade de dar ao Museu Municipal o espaço que ele merece e precisa: o restaurado prédio do Paço Municipal. Incapaz de acomodar os setores indispensáveis da máquina pública e atender às exigências das rotinas administrativas modernas, o prédio seria subutilizado e logo sofreria ações de adaptações contrárias ao seu caráter de bem tombado do patrimônio histórico-cultural. 

Pois se o prédio do Museu Municipal não comporta/protege mais o acervo histórico, por que não transferi-lo para o Paço? A lógica e o bom senso estão a dar a resposta. E o futuro provará que a instalação do Museu no Paço finalmente renderá ao município dividendos sobre a sua rica história, além de dar-lhe o valor, a dimensão e o papel que lhe foi atribuído no passado por pessoas que não se satisfaziam com as contingências do presente, mas tinham uma grande visão de futuro. 

D. Lya, em meados da década de 1980, quando o Museu foi transferido para o Parque Municipal da Cultura, dizia que ainda vivíamos tempos de acostumar os visitantes do Zoológico que ele não era a única atração, que havia um Museu a ser visitado também. Será que ultrapassamos esta fase? O processo cultural é muito lento... Mais uma razão para a transferência, pois no Paço o Museu será senhor de si mesmo e terá por companhia ícones poderosos da nossa história, distribuídos na linda Praça Dr. Balthazar de Bem.

Centro histórico na Praça Dr. Balthazar de Bem - foto Renato F. Thomsen

Museu no Paço já!

Veja também:www.pontedepedra.blogspot.com.br

sábado, 28 de janeiro de 2017

O Paço a um passo da ocupação

Os organismos que tratam de patrimônio cultural preconizam que para um bem ser considerado como tal é necessário que a sua conservação seja de interesse público, ou seja, coletivo. Pois o Paço Municipal se enquadra perfeitamente nesta definição desde 1985, quando foi declarado como patrimônio histórico-cultural do município, condição reiterada recentemente quando 1.478 cachoeirenses preocupados com o estado de abandono do prédio clamaram pela sua restauração através de um abaixo-assinado. Outros milhares certamente pensavam da mesma forma, apesar de não terem aposto sua assinatura no documento.

Paço Municipal - foto Cristina da Gama Mór


Vencidas todas as difíceis etapas que precederam o restauro e mesmo as que o acompanharam, o grupo que lidera o Movimento Pró-Restauração do Paço Municipal, apesar dos seus esforços e da liderança que assumiu frente à comunidade e junto ao Executivo, se depara agora com disputas em torno da ocupação do bem restaurado. Antes, quando o prédio estava quase em ruínas, muitas das vozes que agora desejam ocupar seus belos salões foram contrárias ao investimento na obra de recuperação ou ignoraram o processo. Como equalizar estas questões e agregar ao espaço o valor que ele realmente merece depois de ter vivenciado o abandono, o descaso e quase a ruína, respeitando a condição de bem de interesse coletivo?




Parte do grupo do Movimento pró-restauro do Paço
- foto Renato F. Thomsen
              
Voltemos no tempo. Entre 1861 e 1864, anos de execução da obra, sob o comando do empreiteiro/construtor Ferminiano Pereira Soares, cujo rosto é desconhecido, mas a obra não, os esforços para levar a cabo a edificação foram muitos. E muitas também as colaborações espontâneas, história que ora se repete. Naquele tempo, alguns dos vereadores, a começar pelo próprio Ferminiano, também vereador, deram parcelas de contribuição condizentes com suas funções e posses. Ferminiano, proprietário da casa que servia para sessões da Câmara, livrou-a do aluguel enquanto a obra da Casa de Câmara, Júri e Cadeia corresse. Por longos quatro anos Ferminiano não recebeu os valores a que tinha direito pela cessão da sua casa para que os cofres da Câmara pudessem suportar as despesas da construção que lhe eram atribuídas. Da mesma forma o médico e também vereador Juvêncio Cardoso da Cunha deixou de cobrar da Câmara os seus serviços de atendimento aos doentes pobres, assim como fez gratuitamente todas as “bolas” para matar os cães vadios! Outros adquiriram materiais resultantes das demolições de casas que ocupavam o terreno onde o Paço foi construído. Como se vê, a gênese do Paço é um exemplo de desprendimento em prol do interesse coletivo. 150 anos depois a história, simbolicamente, se repete: os cidadãos envolvidos com o movimento pró-restauro emprestam seu conhecimento técnico, sua boa vontade e liderança para verem o velho casarão recuperado em sua beleza e glória. Concluída a obra, é justo que se sintam no direito e na razão de colaborarem e opinarem nas discussões para sua ocupação.

Situemo-nos geográfica e historicamente. O Paço foi construído em terreno fronteiro à Igreja Matriz, na esquina da então rua denominada simplesmente Travessa, no caminho que levava ao arroio Amorim, no lado direito do Teatro “velho”. O poder eclesiástico e o poder civil frente a frente. Enquanto a Câmara não tinha a casa para suas sessões, tampouco o júri e a cadeia, a Igreja servia, muitas vezes, como palco e cenário para acontecimentos da vida política e administrativa. Ainda que com suas diferenças e especificidades, a história aproximava e unia as duas edificações. Até que no primeiro quartel do século XX os avanços sanitários dotaram o cenário dominado pela Igreja e pela Intendência, que era como o Paço então era chamado, de um monumento ao mesmo tempo utilitário e de embelezamento: o Château d’Eau. Pois estes três elementos, circundados por uma praça que se formou e aformoseou o local, tornaram-se um dos mais emblemáticos e imponentes espaços urbanos do Rio Grande do Sul, constituindo o nosso centro histórico.


Praça Dr. Balthazar de Bem fronteira ao Paço - foto Renato F. Thomsen

O Paço a um passo da ocupação: posicionemo-nos. Considerando que a Praça Dr. Balthazar de Bem conjuga três elementos distintos (Catedral, Château d’Eau e Paço) em seus diferentes momentos históricos e funções, todos eles fundamentais para contarem a evolução municipal, e apresenta características arquitetônicas únicas e ao mesmo tempo distintas, sem similares, é imperativo que o Paço seja ocupado por uma instituição cultural que fomente o diálogo entre todos os elementos da praça, conjugando-os em informações histórico-turísticas. Esta instituição cultural é o Museu Municipal de Cachoeira do Sul, cuja história tem se pautado em valorizar os feitos e acontecimentos locais e, dentre valorizá-los, ressaltá-los e difundi-los, conectá-los com os espaços que ainda guardam resquícios históricos.
                
Convençamo-nos que a cultura local e os bens patrimoniais ainda preservados são um tesouro pouco explorado em Cachoeira do Sul. Desperdiçar o potencial da Praça Dr. Balthazar de Bem, ocupar o Paço com setores da administração municipal que podem seguir onde estão e condenar o Museu Municipal ao fechamento pelas deficiências estruturais de sua sede é cerrar as portas para a oportunidade de fruição dos bens que diferenciam e, ao mesmo tempo, dignificam o legado histórico do quinto município mais antigo do Rio Grande do Sul.

 Cento histórico - foto Renato F. Thomsen
              
Defendamos a oportunidade de tornar o nosso centro histórico um centro de referência e de atração de divisas e dividendos. Museu no Paço já! Esta é a melhor forma de vincular ao prédio a sua prerrogativa de bem de interesse coletivo. E não esqueçamos de recuperar a linda casa que ocupa o centro do Parque Municipal da Cultura e talvez almejar para ela, num futuro bem próximo, que sedie a Secretaria Municipal de Cultura e conselhos afins.



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sinta-se feliz na Capital do Arroz!

Para quem entra na cidade ligeiramente, talvez aquele painel colocado à direita da Avenida João Neves da Fontoura, já no cruzamento com a Rua Virgílio de Abreu, não chame muito a atenção. Mesmo para aqueles que têm tempo para a leitura da mensagem “Sinta-se feliz na Capital do Arroz”, o monumento não consegue por si revelar, além do simpático gesto de boas vindas, a rica e quase desconhecida trajetória que o forjou. Pois agora, graças às memórias reveladas pela autora do projeto, Mafalda Roso, aquele monumento entrega publicamente a sua história desde a concepção até a execução.




1968: alunas da Escola Superior de Artes Santa Cecília – ESASC, centro de formação para professores de artes plásticas e música que deu profissionais do mais alto gabarito ao Rio Grande do Sul e ao Brasil, sob a provocação e orientação do professor Cláudio Afonso Martins Costa, que vinha semanalmente de Porto Alegre para lecionar na escola, foram desafiadas a idealizar um monumento que desse as boas vindas aos visitantes de Cachoeira.

Antiga ESASC - atual Casa de Cultura Paulo S. V. da Cunha
- acervo COMPAHC

Segundo Mafalda Roso, Cláudio Martins Costa, com uma voz grossa e uma inflexão sonhadora, propôs a elas, no porão da ESASC (hoje Casa de Cultura Paulo Salzano Vieira da Cunha), em suas aulas aos sábados, um concurso para elaboração de um painel de boas vindas à cidade. Desafio aceito, as alunas debruçaram-se sobre a tarefa que constaria de um projeto desenhado em papel, depois transposto para a argila e finalmente para o cimento. A ideia deveria ser inspirada no tema “Nossa Cidade” e contemplar uma dimensão de sete metros de largura por três de altura. O prazo para apresentação do trabalho: um mês. A vencedora, além de prêmio da Casa Augusto Wilhelm, perpetuaria seu trabalho em um monumento para a cidade.

Depois de muito trabalho e da natural expectativa, quando as alunas se jogaram nas pranchetas de 0,70 X 0,30 cm mandadas fazer especialmente para projetarem em desenho o painel, finalmente chegou o dia do julgamento, sendo considerado vencedor o projeto de Mafalda Pedroso de Moraes (Roso), ficando em segundo lugar o de Maria Lúcia da Gama Mór (Castagnino).

Projeto classificado em segundo lugar - autora: Maria Lúcia Mór

Os elementos utilizados por Mafalda para compor o projeto vencedor foram, conforme suas palavras: "Primeiro: o Homem como centro e domínio da cena. A figura humana me fascina sempre! E este homem era o povo da minha cidade. Depois surgiu a ideia da indústria, Mernak, e que se tornou a roda da engrenagem. E juntei homem e roda. O homem tocando a roda do progresso. Os outros elementos vieram: o gado, a pecuária, no simbolismo da cabeça de um boi; o arroz, éramos a capital do arroz e o cereal não poderia deixar de ser um dos elementos presente ao projeto. Trigo, produzimos trigo. Duas carreiras de arroz e duas carreiras de trigo. A cidade em si: casas e telhados. E os engenhos? Suas chaminés! Como formas geométricas que sempre acompanham meus trabalhos. E não poderia faltar a frase: Sinta-se feliz na Capital do Arroz! Esta frase, escrita assim, só surgiu quando os projetos já estavam prontos. No meio do processo visitamos uma fazenda produtora de arroz para ter ideias e finalizar os trabalhos.”

A próxima etapa foi a difícil execução do painel. Todas as alunas participaram da empreitada: executar o projeto de Mafalda sobre uma “prancheta” gigante inclinada, com as medidas reais do monumento em uma sala exígua... Sobravam apenas 60 centímetros para o trânsito na sala de aula, sendo que do teto a “prancheta” guardava uma distância de apenas 40 centímetros! Cerca de 6.000 a 7.000 quilos de barro, fornecido pela Olaria Kipper, foram utilizados para materializar o projeto. "(...) e foi nesta placa de barro que elaboramos o desenho. (...) Fizemos isso até nas férias de nosso professor e nas nossas também! A partir de então, foram todos os dias até o final de fevereiro. Não arredamos pé, todas nós ficávamos trabalhando até praticamente terminarmos o painel em barro.”

O modelo para a escultura do corpo da figura humana que domina o painel foi Itamar Saraiva, namorado da aluna Giceli Ribeiro e funcionário da Casa Augusto Wilhelm. Seu nome foi indicação de Erwino Wilhelm, proprietário da loja e parceiro do projeto de execução do monumento. E foi nesta ocasião que veio de Porto Alegre, a convite do amigo Cláudio Martins Costa, o renomado artista plástico espanhol Fernando Corona. Sobre ele Mafalda Roso conta: "Corona sempre foi um nome forte como escultor, arquiteto, ensaísta, ornatista, crítico de arte e professor no Belas Artes em Porto Alegre! Aquele velhinho de cabeça branca foi um exemplo de tenacidade e determinação! Lembro que olhou muito meu projeto, fez algumas observações quanto ao meu trabalho e subiu na escada. Deitado sobre uma delas ele esculpiu a cabeça da figura humana. Começou pela manhã, paramos ao meio dia de um quente e abafado sábado para o almoço. Professor Corona lavou o rosto no tanque da sala de escultura, pois estava muito suado e saiu para almoçar com Dona Vera Beatriz Machado de Freitas e professor Cláudio. Voltaram duas horas depois e Corona retomou seu posto. Por várias vezes, Cláudio pediu para que ele parasse, pois era quase insuportável o calor naquele porão. Mas Corona não parava. Trabalhou até o final da tarde e ainda continuou no domingo pela manhã, quando deu por terminada esta participação inesquecível e que minha memória ainda não apagou. A imagem de Corona ficou em mim. Corpo pequeno e uma cabeça um pouco maior que a proporção que ele buscava para esculpir no painel, sobrancelhas e voz marcante, sério, intempestivo e ciente de sua posição como escultor." 

Vencida esta etapa, a "prancheta" transformou-se num verdadeiro quebra-cabeças composto de peças em gesso e cimento. "Nesse primeiro momento participei muito", diz Mafalda. A divisão do painel teve que ser feita em peças que não ultrapassassem 70 centímetros para que o peso não fosse demasiado e facilitasse o manuseio. "Fomos cortando o painel com tiras de alumínio e formando blocos para a posterior colocação do gesso. Eram separadas e com um espaço de borda para manter a parte da base com a mesma espessura. Dessa maneira, seria possível o encontro de uma peça com a outra. Não lembro o número exato, mas sei que ficaram entre 93 a 96 peças! Aos poucos, o gesso foi colocado sobre as peças e, quando estava endurecido, a parte em barro era retirada para que a prancheta pudesse sustentar o peso. Neste momento verificávamos se a peça tinha conseguido reproduzir fielmente a escultura do barro! Cada fôrma em gesso tinha um número que havia sido determinado no meu desenho para que não perdêssemos o quebra-cabeças gigante que se formou no conjunto de todas elas. Meu desenho do painel foi levado junto até a sua colocação no muro e eu nunca mais o vi."

Mafalda, em um exercício de memória que ela associou a uma esponja espremida em que sempre sobra uma gota d'água, retoma os intensos trabalhos daqueles dias: "Demorou um tempo de mais ou menos 20 dias para que esta fase fosse concluída. Começaria então o trabalho mais pesado que alguém possa imaginar. Cada fôrma em gesso era calçada com tijolos e pedras e novamente com tiras de alumínio para que o preenchimento das peças com o cimento não escorresse e desnivelasse o painel! Trabalho duro e grotesco, pois qualquer descuido com as peças poderia pôr a perder a forma escultórica do conjunto. O professor Cláudio comandou todas estas etapas e em vários momentos fui chamada para olhar e revisar cada uma das peças. Passaram-se meses e finalmente o painel foi montado pela primeira vez para o 1.º Festival de Artes de Cachoeira do Sul, no prédio em construção da Galeria Honorato de Souza Santos. Ele foi levado na própria prancheta na qual havia sido esculpido. Na inauguração deste festival foi registrada a presença do governador Walter Peracchi Barcelos e esposa. Recebi, ao final do festival, o Troféu Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, pelo trabalho do painel, troféu este que me foi entregue pelo Presidente da Assembleia Legislativa, na época, deputado Otávio Germano. Pelo fato de ter sido trabalhado por mim e minhas colegas de faculdade, o troféu foi deixado no gabinete da direção da Escola de Artes Santa Cecília. Depois, foi contratada uma empresa de Porto Alegre para a colocação definitiva do painel no muro, no qual se encontra até os dias de hoje."


Mafalda com o troféu entregue pelo deputado Otávio Germano - acervo pessoal
O governador Walter P. Barcelos e esposa na exposição do painel
- acervo pessoal Mafalda Roso

As alunas executoras do painel em sua formatura - acervo pessoal

A história da colocação do painel “Sinta-se feliz na Capital do Arroz” ainda precisa ser levantada, assim como precisa ser avaliada a sua manutenção e a proteção que necessita como patrimônio cultural legítimo, fruto de um trabalho que só foi possível graças à instituição de ensino/vivência das artes que era a ESASC. E como falar da ESASC sem citar sua grande mentora, a professora e pianista Rita de Cássia Fernandes Barbosa?

As memórias de Mafalda Roso são como uma lufada de vento que sacudiu as folhas amareladas pelo tempo, revelando as letras de um texto esquecido nos porões da velha escola...


Agradecimentos especiais a Mafalda Roso e Marô Silva.