Espaços urbanos

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Templo Martim Lutero - foto Mário H. Kämpf

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fontoura Xavier - o poeta das Opalas

Vizinha do andar de baixo,
Quando regar suas flores,
Lance um olhar para cima
Para regar meus amores.

Versos de Fontoura Xavier com ares de Mário Quintana... Simples coincidência, pois Fontoura Xavier antecedeu Quintana em várias décadas.

Antônio Vicente da Fontoura Xavier nasceu em Cachoeira a 7 de junho de 1856, filho de Gaspar Xavier da Silva e de Clarinda da Fontoura Xavier, a Lindoca, e neto do farroupilha Antônio Vicente da Fontoura.
Fez seus estudos superiores no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde começou a carreira literária e assumiu posição política pró-República. A estreia na literatura deu-se exatamente com uma sátira política em versos que atacam o Imperador Pedro II. Essa obra chama-se O Régio Saltimbanco, de 1877. Mas sua obra mais conhecida surgiu em 1884 e recebeu o título de Opalas.
A produção literária de Fontoura Xavier é representativa da geração que viveu politicamente entre o Império e a República e literariamente entre o romantismo e o parnasianismo. Era também excelente tradutor, constando dentre os escritores que traduziu o inglês Shakespeare e o francês Baudelaire, para citar apenas dois.
Fontoura Xavier foi diplomata, tendo exercido as funções de cônsul, ministro plenipotenciário e embaixador, representando o Brasil em vários países das Américas e Europa.
Faleceu em Lisboa no dia 1.º de abril de 1922.
É patrono da cadeira n.º 14 da Academia Rio-Grandense de Letras.



Fontoura Xavier

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