Cachoeira de outros tempos

Cachoeira de outros tempos
Rua 7 de Setembro com Banco da Província ao fundo (~1928) - MMEL - Modificado por IA - Renato Thomsen

domingo, 29 de julho de 2012

Templo Martim Lutero

No dia 30 de julho de 1930, foi lançada a pedra fundamental do Templo Martim Lutero, no Bairro Rio Branco. 

O sonho de ter um templo onde pudessem ser realizados os ofícios religiosos pelos membros da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana era acalentado desde 1885, quando os encontros eram promovidos nas casas dos fiéis. Em 1889, já eram 27 famílias reunidas para rezar, cantar, agradecer e ouvir a palavra de Deus.

Com a construção do primeiro prédio do Colégio Brasileiro-Alemão, hoje tombado como patrimônio histórico, os ofícios religiosos ganharam sede. Mas o sonho de uma igreja persistia.

Local da escola e dos primeiros ofícios religiosos
- acervo COMPAHC

Em 25 de julho de 1927, foi constituída comissão para buscar recursos e planejar a construção da sonhada igreja. Os membros eram: Emílio Wilhelm, Rodolfo Müller, Emílio Schlabitz, Roberto Jagnow, Karl Grabau, Pastor Karl Hünermund, depois reforçada por Dr. Arthur Frederico Decker, Reinoldo Treptow e Wilhelm Preussler.

No ano seguinte, a comissão mandou publicar edital de concorrência para a construção do templo em todos os jornais teuto-brasileiros do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, solicitando projetos que contemplassem os seguintes aspectos: estilo gótico, torre lateral, 150 a 200 lugares na nave principal, tribuna para órgão, preferencialmente adotar a forma de cruz para a sacristia e sala de conferências, previsão de tribunas laterais e valorização da arquitetura interna. No final de 1928, foram votados 14 projetos, tendo vencido, com dois, o arquiteto Theo Wiederspahn. O terceiro escolhido era do arquiteto Reinsdorf.

Templo Martim Lutero - década de 1960
- Coleção Claiton Nazar

Em janeiro de 1929, Theo Wiederspahn veio a Cachoeira discorrer sobre os seus projetos, ocasião em que fez algumas sugestões à comissão, dentre elas a mudança do local de construção do templo. O projeto vencedor, denominado Louvor a Deus, foi abandonado e, por sugestão do autor, foi adotado o segundo, denominado Quo Vadis?. Segundo Theo Wiederspahn, este era mais adequado para o local da construção, ou seja, a esquina das ruas Isidoro Neves e Presidente Vargas.

Acervo COMPAHC

(Fonte: Templo Martim Lutero – patrimônio histórico tombado, de Nelda Scheidt)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Monumento aos Imigrantes Alemães

          A Praça Honorato de Souza Santos, cuja denominação oficial foi atribuída pela Lei nº 1719, de 10 de outubro de 1976, abriga diversos monumentos. Dentre eles, destaca-se o que homenageia os imigrantes alemães, cujo trabalho será ressaltado este ano como tema municipal da Semana da Pátria 2012.
            No monumento aos imigrantes, inaugurado em 25 de julho, dia consagrado ao colono e motorista, do ano de 1974, consta a seguinte inscrição: Em 25 – 7 – 1974, quando o Estado do Rio Grande do Sul festeja jubilosamente os 150 anos de imigração alemã, o município e o povo de Cachoeira do Sul homenageiam os pioneiros que com o seu labor fecundaram a generosa terra gaúcha, impulsionando-a ao progresso e à riqueza. 1824 – 1974.

Monumento ao Imigrante Alemão - foto Jorge Ritter


domingo, 22 de julho de 2012

Fábrica e Refinaria de Banha

O Coronel David Soares de Barcelos, Intendente do Município de Cachoeira, fundou, no dia 21 de julho de 1902, uma fábrica e refinaria de banha, entregando a gerência do estabelecimento ao seu filho David Barcellos Filho. As máquinas da fábrica foram importadas da Alemanha, sendo instaladas nas dependências que ficavam na Rua Moron, proximidades da Praça José Bonifácio.

David Soares de Barcellos - fototeca Museu Municipal

A banha era acondicionada em latas de dois quilos e exportada para o Rio de Janeiro.
Em 1910, depois de passar por reformas, constante também da construção de uma alta chaminé, a fábrica foi reaberta. Anos mais tarde, mudou-se para a Rua Júlio de Castilhos e, em 1930, a firma A. Scheidt Cia. adquiriu as máquinas e utensílios da refinaria de banha então propriedade de David Barcellos Filho.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Iluminação pública

       Julho é um mês em que historicamente as iniciativas de iluminação da cidade de Cachoeira, lá na primeira década do século XX, tiveram impulso significativo. A respeito disto, o jornal O Commercio (1900-1966) publicou as seguintes informações:

       “Sábado, 20 do corrente, assistimos à experiência feita pelo Sr. Albino Pohlmann, iluminando um dos salões de suas oficinas com o aparelho “eletromotriz”, fabricado nas mesmas pelos irmãos Pohlmann, Albino e Guilherme. Posto em ação esse aparelho, um dínamo de 120 velas, foi o salão completamente iluminado por uma lâmpada à incandescência, cuja luz firme sem a mínima oscilação manteve sempre o máximo de sua intensidade. Intercalado no circuito um arco voltaico, produziu-se neste um foco luminoso de efeito surpreendente. É admirável a capacidade com que o hábil mecânico, Sr. Albino, executa as mais delicadas obras de sua arte máxime, levando-lhe em conta a deficiência de suas oficinas e a escassez de sua instrução técnica, a qual e, aliás, vem conquistando dia a dia à força de estudos e de perseverança.” (O Comércio, 24/7/1901, p. 2).

Em 18 de julho de 1910, segundo registra o Relatório da Intendência daquele ano, foi firmado contrato com a firma Lima & Martins para execução do serviço completo de instalação elétrica para iluminação. Era intendente Isidoro Neves da Fontoura.

O serviço de iluminação pública da cidade só começou a se firmar a partir de 1912, com o início do funcionamento da Usina Municipal, cujo prédio ainda existe, bastante modificado, na esquina da Rua Moron com Dr. Milan Kras.

Cartão-postal da série de Benjamin Camozato (1916-1917), mostrando
 o prédio da Usina Municipal, localizado aos fundos da Praça José Bonifácio
- fototeca do Museu Municipal