Espaços urbanos

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Ponte do Fandango - foto Mireila Moro

domingo, 2 de junho de 2013

E o telefone chega a Cachoeira...


Dezenove anos depois de ter sido instalado o serviço de telefonia no Rio Grande do Sul, na cidade de Pelotas, chegava o telefone a Cachoeira, através da empresa de Emilio Guardiola.
O jornal O Commércio, edição de 25 de maio de 1904, noticiava: “Encontra-se na cidade o Sr. Emilio Guardiola com o intuito de estender uma linha telefônica.”
Emilio Guardiola foi um dos pioneiros do Estado no serviço telefônico. A sua empresa era denominada Telephone Commercial e, ao final de um período de seis anos, já havia instalado em todo o município de Cachoeira 69 aparelhos telefônicos que faziam em média 110 ligações diárias. Já se achavam prontas, em 1911, cinco léguas de linha telefônica de Cachoeira até a Colônia de Cerro Branco, conforme informava o jornal O Rio Grande, de 23 de abril daquele ano.
Em março de 1912, Emilio Guardiola & Filho, nova razão social da empresa, escreveu ao Intendente Isidoro Neves solicitando a dispensa do pagamento do imposto de Indústria e Profissão Municipal por ter cedido gratuitamente ao Município três aparelhos telefônicos, o que pela tabela então em vigor correspondia à quantia muito superior ao imposto taxado. Isidoro Neves atendeu à solicitação.
Emilio Guardiola faleceu em 1915 e a empresa passou a se chamar Viúva Guardiola & Filhos. Em 1917, Cachoeira ligou-se por linha telefônica a Porto Alegre, serviço prestado pela Companhia Telefônica Rio-Grandense.
Por décadas os telefones em Cachoeira estavam restritos às empresas, repartições públicas e residências. Somente na década de 1970 foram instalados os primeiros telefones públicos, os “orelhões”, tendo sido inaugurado o primeiro deles nas proximidades do Edifício Brasília, na Rua Andrade Neves, pela então Delegada de Ensino, professora Lya Wilhelm.



Lya Wilhelm inaugura o serviço de "orelhões"
- fototeca Museu Municipal



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