Cachoeira de outros tempos

Cachoeira de outros tempos
Rua 7 de Setembro com Banco da Província ao fundo (~1928) - MMEL - Modificado por IA - Renato Thomsen

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Relógio da Sete - por Jorge Ritter

Lá na praça tinha um relógio
... Solitário...
Imponente...
Marcando nossas vidas
Nossos dias...
... Eu passei
... A cidade passou.
E o relógio se foi...

Hoje escondido, ele marca as horas do tempo perdido...
A cidade cresceu, desumanizou.
... E pela praça solitária...
As pessoas passam...
... As horas...
E eu distante, imaginando a cidade sonhar.
Só o tempo em meu relógio de pulso continua o mesmo.
... E minha praça...

Jorge Ritter
(um cachoeirense em Salvador – BA)


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Onde está o relógio?

    Caso Sherlock Holmes aportasse por Cachoeira, uma das primeiras tarefas que nós cachoeirenses daríamos ao “detetive dos detetives” seria a de descobrir o paradeiro do relógio que existia no cruzamento da então Travessa 24 de Maio (hoje Rua Dr. Sílvio Scopel) com a Rua Sete de Setembro.

     Colocado no local no início de 1928, conforme atesta edição do jornal O Comércio, de 1.º de fevereiro daquele ano, o relógio estava montado sobre coluna com degraus de mármore cor-de-rosa e adornado com flores em sua base. Nos ângulos da coluna, havia um barômetro e três termômetros!

     Sua extirpação do nobre local que ocupava e o suprimento do útil serviço que prestava foram uma das tantas insanas decisões que nossa “urbs” tomou!
     Onde está o relógio?
Imagens: Fototeca Museu Municipal

Calçamento do Bairro Rio Branco

O Bairro Rio Branco, que neste ano de 2012 completa 100 anos de abertura, teve iniciado o calçamento de suas ruas em fevereiro do ano de 1927.

Obras de calçamento na Rua Ernesto Alves


Juntamente com as obras de calçamento do bairro, houve a colocação de canteiros centrais arborizados e de postes de luz com candelabros artísticos e globos opacos pelas ruas, aspectos que, em sua maioria, até hoje se mantêm.

Assentamento de canteiros

 O calçamento foi feito com pedras irregulares e calhas de paralelepípedos no prolongamento da Rua 1.º de Março (atual Liberato Salzano V. da Cunha) e que no bairro tomou o nome de Rua Isidoro Neves, quadras entre Venâncio Aires (atual Presidente Vargas) e Ernesto Alves. Pelo eixo de todas as ruas do bairro foram construídos refúgios arborizados e gramados com 1,20 m por dois metros de largura, com arborização pela beira e iluminação pelo centro da rua.

Rua Isidoro Neves

Em todos os terrenos baldios foram assentadas as canalizações de águas e esgotos para os futuros prédios, bem como em todos os cruzamentos de ruas seriam instalados hidrantes para o serviço de extinção de incêndios e irrigação das ruas.

Rua Presidente Vargas

Como podemos depreender das informações contidas nas edições do jornal O Comércio daquele fevereiro de 1927, o Bairro Rio Branco, o primeiro bairro planejado da cidade, não à toa constitui-se recanto dos mais bem cuidados de Cachoeira do Sul desde os seus primeiros tempos, o que se deve grandemente ao esforço de planejamento.

Imagens: Arquivo particular Família Gressler

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Árvores da cidade: Praça José Bonifácio

Em 6 de fevereiro de 1915 foram plantados jacarandás nos lados Leste e Norte do Mercado Público, na Praça José Bonifácio, por João José Marques Rodrigues, zelador dos jardins públicos. Já existiam outros jacarandás nas imediações com idade variando entre um e três anos.
Mercado Público no centro da Praça José Bonifácio

Hoje restam poucos jacarandás na Praça José Bonifácio, alguns bastante antigos pelo aspecto de seus troncos. Serão remanescentes do distante ano de 1915?

Serão quase centenários estes jacarandás?


Imagens: Fototeca do Museu Municipal e Mirian Ritzel