História de Cachoeira do Sul
Espaços urbanos
Pôr-do-sol no Jacuí - foto Ernani Marques
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Série Antigas Fazendas de Cachoeira: Fazenda das Paineiras
terça-feira, 31 de março de 2026
Um gigante que adormece
As cidades têm visto a diminuição gradativa do movimento de suas estações rodoviárias, outrora pulsantes de gentes e linhas de ônibus. A situação não tem sido diferente com a Estação Rodoviária de Cachoeira do Sul, complexo inaugurado em 26 de fevereiro de 1976, na Rua Bento Gonçalves, arrojado em seu projeto arquitetônico e em suas pretensões futuras.
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| Estação Rodoviária - Coleção Augusto de Lima |
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| Inauguração pelo casal Arno e Judith Radünz com o prefeito Pedro Germano - 26/2/1976 - Acervo familiar |
A concessão do serviço da então agência rodoviária se deu em 1.º de setembro de 1941 para José Engler, que a dirigiu até 1947, quando faleceu. A viúva de José, Irma Charlier Engler, assumiu o seu lugar, permanecendo à frente dos negócios até 1955, quando nomeou seu preposto a Pedrinho Caspary. Em 1960, Arno Radünz passou a preposto e finalmente a agente, tendo como auxiliar a esposa Judith Heloísa Engler Radünz, filha do primitivo concessionário.
De 1941 até a inauguração da superestrutura da Rua Bento Gonçalves, a estação rodoviária ocupou diferentes endereços, todos próximos uns dos outros e guardando proximidade também com a estação ferroviária. A área era de grande movimentação e canalizava o despacho de pessoas e mercadorias nas duas estações. Era comum pessoas chegarem de trem e tomarem um ônibus, ou vice-versa.
No início desta história, o concessionário José Engler estabeleceu-se junto às instalações da firma Irmãos Schaurich, na Rua Júlio de Castilhos. Depois se mudou para a Casa Princesa, que incendiou, dali para um pequeno corredor em frente aos Irmãos Schaurich. O próximo endereço foi onde hoje está a Farmácia Panvel da Rua Júlio de Castilhos e, finalmente, atendia na Rua Otto Mernak, local hoje ocupado por vários empreendimentos comerciais e que foi construído por Arthur Meneghello, proprietário do antigo Hotel Guarany.
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| Instalações de Irmãos Schaurich, na Rua Júlio de Castilhos - Fonte: Cachoeira do Sul é aqui |
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| Estação Rodoviária na Rua Otto Mernak (1956) - MMEL |
No início da década de 1970, a desativação da estação ferroviária e a grande mudança que a área sofreu com a sua demolição contribuíram muito para fazer crescer o movimento da rodoviária, que se tornou acanhada e deficitária. Arno Radünz decidiu então investir numa nova e moderna estação, mas longe dali, em local que facilitasse a chegada e saída de ônibus, tarefa complicada em área central da cidade.
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| Demolição da estação ferroviária - MMEL |
As obras começaram em dezembro de 1973 e foram confiadas ao arquiteto Augusto Mandagaran de Lima, construtor e autor do projeto inovador, desenvolvido para receber ampliações futuras para uma demanda que, à época, tinha a projeção de ser das maiores. Mas como o futuro é um tempo totalmente incerto, as variáveis acabaram por mitigar as projeções e hoje, na maioria das cidades, as estações rodoviárias sofrem para manter suas portas abertas.
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| Canteiro de obras - Coleção Augusto de Lima |
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| Canteiro de obras - Coleção Augusto de Lima |
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Série Antigas Fazendas de Cachoeira: Fazenda São Nicolau
Novamente se bebe da fonte inesgotável das páginas do jornal O Commercio, conhecido ao seu tempo como Comercinho, para trazer as informações que compõem a série "Antigas Fazendas de Cachoeira". Na edição do dia 8 de março de 1916, à primeira página deste importante jornal que contou o cotidiano de Cachoeira ao longo de mais de seis décadas e meia, se encontra a notícia "Excursão a S. Nicolau".
Depois do redator, novamente anônimo, dar início ao texto com explicações de que não trataria de assuntos relacionados ao santo, tampouco ao arroio que toma o seu nome, certamente assim denominado por habitar suas imediações algum morador cuja alcunha homenageava São Nicolau, é que dá início à descrição da visita feita à fazenda homônima.
Segundo a crônica que ficou preservada na coleção de O Commercio, no acervo de imprensa do Arquivo Histórico, a saída de Cachoeira em direção à propriedade deu-se nos "primeiros albores do domingo último", ou seja, no dia 5 de março de 1916, quando "a cidade ainda permanecia imersa nas profundezas do sono" e a pequena comitiva que faria a visita partiu da Avenida das Paineiras em direção à margem do Jacuí. Ora, a Avenida das Paineiras era a quadra da Rua 7 de Setembro fronteira à Praça José Bonifácio, na época arborizada por grande número de paineiras. Hoje, tal trecho corresponde à quadra em que a Rua 7 desdobra-se em duas pistas marcadas por um canteiro central. Dito isto, a comitiva tomou uma "barca" no antigo porto, "veículo previamente destinado a conduzi-la à estância de São Nicolau", então propriedade de Júlio Medeiros de Albuquerque. Chegados à outra margem do Jacuí por volta das 7 horas, logo tomaram assento no carro puxado por bons cavalos que os aguardava.
A viagem correu tranquila pela "linda várzea do Barbosa", até que ao chegarem próximo ao arroio que leva o nome de São Nicolau o carro em que estavam "ficou algum tempo com as rodas encravadas nos barrancos de um pequeno banhado". Como a distância daquele local até a fazenda não era grande, terminaram o trajeto a pé. A caminhada serviu para lhes abrir o apetite e degustarem com prazer a "mesa do excelente café" com que foram recebidos pela família proprietária.
"A Fazenda de São Nicolau, pertencente outrora ao Sr. José Marques da Silveira [...] fica ao Sul da cidade da Cachoeira, a légua e meia de distância." Na época, já estava "acrescentada com campos contíguos comprados a herdeiros de José Custódio Coelho Leal, tendo 38 quadras de sesmarias". O campo era "dos da de melhor qualidade" que existiam no 2.º distrito: "todo limpo, macio e fartamente empastado", [...] literalmente povoado de excelente rebanho bovino". Possuía ainda criação de animais cavalares e um bom rebanho de ovelhas. A fazenda estava "muito bem tapada e dividida em invernadas, tendo, junto à mangueira, bretes muito aperfeiçoados para facilitar o serviço de marcação e beneficiamento."
Segundo ia descrevendo o redator, "o estabelecimento de moradia assumiu, graças às reformas feitas na antiga casa e construções novas, uma feição mais confortável e moderna." O serviço de abastecimento de água retirada de uma vertente era feito através de bomba acionada por moinho de vento. Levada por pressão à caixa do depósito, a água era distribuída por encanamentos a "todos os departamentos da fazenda: cozinha, casa de banhos, tanques de lavar roupa, de irrigação do jardim e de bebedouro aos animais domésticos, etc." O poço e o moinho estavam a 300 metros da sede, sendo "a água levada a uma altura de 15 metros."
Na sequência da descrição, surge a informação de que o serviço de instalação da água foi feito pelo Dr. João Minssen, "a cuja reconhecida competência e idoneidade hão sido confiadas outras instalações do gênero neste município, sempre com bom êxito." Ora, o Dr. João Minssen, hoje patrono da Biblioteca Pública Municipal, de que foi o primeiro diretor, era agrônomo de profissão e deixou um legado de avanços não só na sua área, como em empreendimentos variados a que se dedicou no município.
Outra benfeitoria importante foi a implantação de diversos açudes, "distribuídos pelos locais necessários" da propriedade, o que remediou o inconveniente da "falta de aguadas".
Nas imediações da casa que servia de sede à fazenda, descrita como uma "vivenda confortável, ampla, bem arejada e dotada dos cômodos indispensáveis", havia um grande açude que seria destinado à "alimentação de um tanque carrapaticida", a ser construído na próxima primavera.
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| Sede da Fazenda São Nicolau - Acervo familiar - gentileza Méia Albuquerque |
A propriedade também dispunha de "uma boa quinta e extensas lavouras" que produziam para o seu consumo. Foi notada uma grande criação de galinhas das melhores raças, além de uma "pequena criação de porcos ingleses em dependências apropriadas a esse fim."
Ao fim da visita, a família proprietária serviu um "lauto almoço" à comitiva de O Commercio, cuja "bela e brusca ofensiva foi comandada pelo general von Möller", aqui se referindo o redator ao proprietário do jornal, Henrique Möller Filho.
Quanto ao dono e anfitrião da Fazenda São Nicolau, deixaram registrado na matéria que "além de fazendeiro", era também "um hábil agrimensor e, de par com a cultura dos campos", cultivava "também sonetos". Era "poeta e trabalhou, noutros tempos, na imprensa diária da culta cidade de Pelotas, exercendo a sua atividade na redação do Diário Popular. Com o mesmo compasso que mede os campos, mede os versos", observou o redator, arrematando: "Mas já se vê que não é nenhum boêmio que ande a desperdiçar o tempo à cata de rimas."
Em 2026, a Fazenda São Nicolau segue escrevendo a sua história com os descendentes de Júlio Medeiros de Albuquerque. Na sede, conserva o velho casarão modificado em sua arquitetura, porém cheio de memórias de uma tradição familiar forjada nos campos dedicados a São Nicolau.
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| Suely Soares, Sarita Soares, Sylvia e Isidoro Albuquerque (sentados). Em pé, Célia Dutra Soares Acervo familiar - gentileza Méia Albuquerque |
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| Vista atual, vendo-se o "moinho de vento" - foto Méia Albuquerque |
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| Vista atual da sede da Fazenda São Nicolau - foto Méia Albuquerque |
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Série Antigas Fazendas de Cachoeira: Fazenda do Cedro
O blog inicia hoje nova série, desta feita tratando sobre antigas propriedades rurais da grande Cachoeira. A que inaugura a série é a Fazenda do Cedro, localizada na margem direita do rio Jacuí e à margem esquerda do arroio São Nicolau, propriedade de Leandro Ferreira Barbosa e outros. Nesta fazenda nasceu a grande liderança operária de Cachoeira do Sul - José Nicolau Barbosa, que considerava Leandro Barbosa seu pai adotivo. Mas esta é outra história.
Conheceremos a Fazenda do Cedro através da descrição feita por um redator do jornal O Commercio, depois de visita à propriedade no distante ano de 1916.
Na tardinha de sábado, dia 12 de janeiro de 1916, o repórter do jornal, cujo nome não é citado, dirigiu-se à praia do Jacuí, onde foi recebido por Leandro Barbosa e Arthur Bastian em uma gasolina comandada pelo arrematante do passo, Eloy Lisbôa. Transposto o rio, todos seguiram em direção à fazenda em um carro posto à disposição pelo proprietário. O trajeto até a sede da fazenda ficava em torno de uma légua, trecho que precisava ser vencido antes do anoitecer.
Leandro Barbosa e Arthur Bastian acompanharam o carro em suas próprias montarias. O trajeto foi descrito como travessia por uma vasta planície de campo que margeava o Jacuí, depois da qual passaram a subir por declives "ora mais suaves, ora mais fortes", até que pouco antes do anoitecer avistaram uma colina em que se assentavam as principais edificações da propriedade. A casa principal, vasta e espaçosa, era construída com frente para o Norte e em elevação que permitia uma vista privilegiada da região e de parte da cidade ao longe. Aos fundos dela, uma "quinta de árvores frutíferas. Laranjeiras comuns e de variedades selecionadas, umbigo, do céu, toranja, em número superior a 300 pés, pessegueiros de espécies diversas em grande quantidade, videiras, abundância de limoeiros com os seus frutos indispensáveis em casos de moléstia, bergamoteiras, etc."
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| Casa da sede da Fazenda do Cedro em tomada de Benjamin Camozato - Grande Álbum de Cachoeira (1922) |
Nas proximidades da casa, um grande cercado feito de tela de arame abrigava uma plantação de alfafa e outros pastos crescidos espontaneamente, onde havia fartura de pés de araçás, fortemente carregados, e de outras árvores silvestres, dentre as quais 100 mudas de pés de ipê, com os quais futuramente pretendiam fazer uma alameda à frente da casa.
Nos extremos Sul e Oeste do cercado, corria "um bambual espesso de um metro e mais de espessura, com alguns claros para a circulação do ar, produzindo uma fresca agradabilíssima." Naquele local acontecia o recreio da família, para o que existiam bancos para descanso e onde, à noite, habitualmente, reuniam-se as pessoas da casa para "fazer avenida", levando um lampião quando não havia luar.
O repórter registrou ter visto outras espécies vegetais, como ipê, cedro, angico, louro e "caroba, a preciosa planta medicinal". Avistou árvores ornamentais, como seis pés de eucaliptos das variedades citriodora, rostrata e outras que impregnavam "o ar com o agradável e penetrante aroma de suas folhas." Toda a cobertura vegetal era efeito da mão humana, pois outrora só havia campos.
Depois de uma noite de sono, "ao romper da aurora", erguidos do leito, aproveitaram o café, seguido por uma cavalgada pelos arredores na companhia do proprietário da fazenda. Leandro Barbosa contou que a propriedade tinha sido comprada em 1889 "do finado João Ferreira Barbosa ao também já falecido José Custódio Coelho Leal, naquele bom tempo em que uma légua de campo valia 30:000$000*, um novilho escolhido 12$500** e o gado de cria 5$000*** por cabeça."
A propriedade tinha uma légua de superfície e por divisas naturais, ao Norte, o rio Jacuí, a Oeste, o arroio Capané e, a Leste, o arroio São Nicolau. Ao Sul, limitava com campos de Júlio Medeiros de Albuquerque e Capitão Francisco Gama. Eram os proprietários, à época, Carlinda de Barcellos Barbosa, viúva do casal adquirente, Leandro Barbosa, filho, e Branca Aydos Bastian, esposa de Arthur Bastian e neta do casal que, por falecimento de sua mãe, possuía um quarto de légua em usufruto.
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| Capitão Francisco Gama, um dos lindeiros - MMEL |
No passeio, seguiram rumo Sul, "apreciando lavouras de milho e alguns exemplares de gado", dentre os quais um touro Holstein ferido por uma briga com um touro Hereford. Descendo por uma encosta, avistaram um lote de vacas, novilhas e terneiras holandesas, gado que conservava boas carnes todo ano "graças à excelência do campo e ao abrigo que, durante o inverno, fornecia o mato próximo". Além do gado crioulo, bem conservado e em boas condições de gordura, era a raça holandesa a de maior quantidade, produtora de maior volume de leite do que a crioula. Porém, o leite da holandesa era menos gordo que o da vaca crioula.
Mais adiante, em um dos pontos mais elevados da fazenda, do qual se descortinava "um panorama esplêndido", ficava o "Cerrito", coberto de campo marcado por pedregulhos. Descendo novamente a várzea, chegaram ao "Capão do Cedro", que deu origem ao nome da fazenda. "Situado na encosta de uma colina, tinha uma grande quantidade de cedros e de outras árvores bem desenvolvidas", dando mostras de que "as florestas são as coletoras, conservadoras e purificadoras da água."
Internando-se pelo mato, à procura da melhor fonte de água da fazenda, viram a grande quantidade de vertentes "que rolavam as suas águas pelas descidas do terreno", tornando-se mais abundantes à medida que se aproximavam da fonte. Dali seguiram para ver a criação de porcos Berkshire, "pequenos e grandes, em número de 80, todos encerrados em vasto compartimento cercado de tábuas e arame farpado, visto que o porco é um animal daninho". Os animais eram alimentados com farelo de arroz e a criação era em pequena escala, mais a título de experiência de negócio de Leandro Barbosa.
Já haviam percorrido duas léguas pela fazenda e o sol começava a esquentar, registrou o repórter. Por isto tomaram rumo da casa, passando ainda por lavouras de amendoim, melancias, melões, milho e feijão, trabalho de David Torres de Barcellos, mais conhecido por "Barcelão", "incansável perseguidor e inexorável assassino das formigas do sítio."
Antes de chegarem à casa, presenciaram "o sacrifício de uma linda e gorda novilha, laçada na mangueira e trazida para o campo. Depois de pealada, foram espichados os laços e o capataz, Sr. Lúcio Gonçalves, um homem que, a contento dos proprietários, ali exercia sua atividade há 26 anos, procedeu ao abate. A carne da novilha forneceu um churrasco superior.
Enquanto o repórter andou pelo campo com Leandro Barbosa, Arthur Bastian foi à margem do Jacuí, "trazendo no carrinho do estabelecimento" o proprietário do O Commercio, sua irmã Cristiana Möller e o sobrinho Pedro Müller que à hora do almoço sentaram-se à mesa, da qual também fizeram parte Leandro Barbosa e a esposa Rigoleta, Arthur Bastian, a esposa Branca e a filha Eulina, a senhorita Argélia Marques Pereira, David Torres de Barcellos e o noticiarista do jornal. Noutra mesa defronte, sentaram-se o menino Walmor Camozato e Maria de Lourdes, filha de Leandro Barbosa.
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| Walmor Camozato - Acervo familiar |
No cardápio do almoço, carnes de novilha, carneiro, porco e galinha, tudo regado com a Cerveja Cachoeirense. "Apesar de já terem alguns comido uvas e outros melancias, o assalto à carne assada foi feito com excelente disposição."
Para fazerem a digestão, retiraram-se para a "Avenida dos Bambus", ocasião em que chegaram mais dois visitantes, os senhores Ramiro Ramos de Chaves e Benjamin Camozato, que ali passaram a noite de domingo. Benjamin Camozato "teve a lembrança de trazer uma pequena máquina fotográfica, tirando um grupo em que figuraram pessoas da casa e visitantes."
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| Benjamin Camozato - Acervo familiar |
Por fim, viram ainda "os estábulos das vacas leiteiras, galpões para abrigo dos touros de raça durante a estação invernosa e o grande açude, parte natural e parte artificial, existente a Oeste da casa, que tem canoa para excursões sobre as suas águas e constitui um dos mais aprazíveis pontos de recreio da fazenda."
Pelas 16h30, retornaram para a cidade, "a carro e a cavalo, trazendo as mais agradáveis recordações do esplêndido passeio."
Como se depreende da descrição apurada feita pelo redator de O Commercio na edição do dia 16 de janeiro de 1916, na primeira página, a Fazenda do Cedro era lugar de progresso para aqueles tempos, servindo este precioso registro para estabelecer as inevitáveis comparações com o tempo atual, demonstrando que os afazeres rurais tomaram rumos de desenvolvimento e abandono de práticas ancestrais, como o abate da novilha descrito pelo repórter.
Preciosos são os arquivos que preservam o passado, permitindo ao presente uma incursão no tempo, nas práticas e nos costumes dos que nos antecederam. O acesso a tais registros oportuniza entender o passado e preparar melhor o futuro.
*30:000$000 = trinta contos de réis.
**12$500 = doze mil e quinhentos réis.
***5$000 = cinco mil réis.
















