Cachoeira de outros tempos

Cachoeira de outros tempos
Rua 7 de Setembro com Banco da Província ao fundo (~1928) - MMEL - Modificado por IA - Renato Thomsen

domingo, 6 de outubro de 2013

Série Cachoeira em Jornal

O Museu Municipal lançou, no ano de 1982, um folheto intitulado Cachoeira em Jornal – A história da imprensa cachoeirense, trabalho que foi coordenado pela professora Maria Eunice Moreira, hoje Diretora de Pós-Graduação na Pró-Reitoria Acadêmica da PUCRS e, na época, a responsável pelo setor de pesquisa do Museu dirigido por Lya Wilhelm.

No editorial do folheto, Maria Eunice Moreira diz que o objetivo do trabalho é “reconstituir significativo aspecto de nossa história”. E este objetivo foi plenamente atingido, sendo o folheto até hoje referência.

A imprensa rio-grandense surgiu em 1827 com o Diário de Porto Alegre e, em Cachoeira, com o Independente, de 1864. Deste jornal, que era de caráter noticioso, quase não há informações tampouco exemplares.

A série Cachoeira em Jornal traz à luz o Clarim, jornal de caráter noticioso, fundado em 1886 por Baptista Xavier, também o redator, e extinto em 1890. Circulava duas vezes por semana, nas quintas e domingos. Em 1889, Baptista Xavier admitiu como sócio Afonso Porto da Fontoura, passando a ter o Clarim dois redatores.
Um documento encontrado no acervo do Arquivo Histórico mostra que esse jornal realizou serviços de impressão para a Câmara Municipal em 1889.

Documento do Arquivo Histórico

Há no acervo do Museu Municipal um exemplar do Clarim que ilustra, juntamente com outros jornais, a capa da publicação Cachoeira em Jornal.

Cachoeira em Jornal (1982)
- Museu Municipal -

João Baptista de Aquino da Fontoura Xavier, o proprietário-redator, filho do Major Gaspar Xavier da Silva e de Clarinda Amália da Fontoura, era neto de Antônio Vicente da Fontoura e de Clarinda Porto da Fontoura e irmão do poeta Antônio Vicente da Fontoura Xavier. Nasceu em Cachoeira no dia 13 de novembro de 1864, casualmente no ano que marca a fundação do primeiro jornal cachoeirense.

Baptista Xavier (1905)

Advogado, Baptista Xavier integra a relação dos fundadores do Clube Republicano local. Foi promotor público em Cachoeira (1889-1892) e exerceu o jornalismo também como redator do jornal O Estado do Espírito Santo (1890-1911) e como secretário do Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro. Em 1898 fundou, em Porto Alegre, o Petit Journal.
Baptista Xavier faleceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1919, no desempenho das funções de tesoureiro da Escola de Belas Artes. Seu nome denomina ruas em Cachoeira e em Porto Alegre.
        


sábado, 21 de setembro de 2013

Cachoeira das Árvores

       Cachoeira do Sul sempre foi reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do Estado. Nossas ruas, praças e residências exibem exemplares das mais diferentes espécies.

Paineira - foto Mirian Ritzel

Flamboyant - foto Mirian Ritzel

      Neste Dia da Árvore, relembremos que nossa principal praça, a José Bonifácio, já se chamou Praça das Paineiras, devido a esta espécie de árvore que cobria todo o entorno daquele logradouro. Plantadas por volta de 1908, pelo Intendente Isidoro Neves da Fontoura, as paineiras foram substituídas em 1926 pelas atuais tipuanas. Mudas excedentes das plantadas na Praça José Bonifácio em 1908 foram utilizadas na sede do Clube Sete de Setembro, onde hoje se encontra a Escola Estadual Rio Jacuí. Que belos exemplares, agora enfeitados pelas painas, há 105 anos colorindo a Rua Pinheiro Machado!        

domingo, 15 de setembro de 2013

Série Lojas do Passado: Café Raio X

              O Café Raio X foi aberto em seis de maio de 1905, na Rua Sete de Setembro n.º 104. Os sócios proprietários do estabelecimento eram Guilherme Chapmann, Luiz Leão e Jacintho Dias. Em julho daquele ano, o jornal O Commercio noticiava que o café funcionava anexo ao salão de bilhares da firma Leão & Dias, estando dividido em duas seções. Na primeira, funcionavam os bilhares importados do Rio de Janeiro e mais jogos de recreio, com mesinhas para bebidas. Os responsáveis por esta seção eram Luiz Leão e Jacintho Dias. A segunda seção, dirigida por Guilherme Chapmann, ocupava outro espaçoso salão onde eram servidos café, bifes, sanduíches, frios e iguarias rápidas.

Propaganda no O Commercio, 1905 - acervo Arquivo Histórico

                No ano seguinte, o estabelecimento, então administrado por Luiz Leão, entrou em outra fase, contando com o serviço culinário de um hábil quituteiro português, Antônio Ramos dos Santos. Aos domingos, serviam mocotó.
                Em outubro de 1906, nova guinada no estilo do Café Raio X, então um café-concerto, onde se apresentava um quarteto de instrumentos de cordas vindo de Porto Alegre. No cardápio instrumental, peças musicais e trechos de óperas que agradavam sobremaneira ao público.
             Em 1907, tendo que retirar-se da cidade, Luiz Leão pôs à venda o Café Raio X. Em 1910, o proprietário era Victorio Livi e em 1912 os donos eram Radagzio Fernandes Lima e Fredolino Lucas. Passou o café, nessa última administração, por muitas reformas, reabrindo em fevereiro de 1913 sob a razão social de Lima & Cia., então com o formato de café e restaurante, atendendo pensionistas, enviando viandas a domicílio e preparando banquetes.

Nota: Procura-se fotografias do Café Raio X!

sábado, 7 de setembro de 2013

Hino da Independência


Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Letra: Evaristo da Veiga
Música: D. Pedro I