Cachoeira de outros tempos

Cachoeira de outros tempos
Rua 7 de Setembro com Banco da Província ao fundo (~1928) - MMEL - Modificado por IA - Renato Thomsen

sábado, 31 de março de 2012

Série Lojas do Passado: Agência Bromberg

A Agência Bromberg foi instalada em Cachoeira no ano de 1912, como filial de Porto Alegre, ocupando espaçoso edifício próprio, construído na Rua Saldanha Marinho, 120, esquina Rua Sete de Abril (atual Dr. Milan Kras). O endereço é hoje ocupado por filial do Supermercado Tischler.

Dentre os produtos oferecidos pela Agência Bromberg no ano de sua inauguração estavam os automóveis da marca Humber, comercializados ao preço de seis contos e quinhentos réis. Um dos primeiros compradores foi Albino Pohlmann que empregou o automóvel no transporte de passageiros.
No final da década de 1920 a agência passou para a denominação de Bromberg & Cia., passando na década de 1930 para Bromberg S.A. O ramo da empresa era o comércio, importação e exportação, compra e venda, representações, consignações de ferragens, máquinas e acessórios.
Ao lado da Bromberg foi instalada, em 21 de março de 1927, a primeira bomba de gasolina de Cachoeira, da marca Atlantic.


21/3/1927 - inauguração da 1.ª bomba de gasolina de Cachoeira
junto à Agência Bromberg - fototeca Museu Municipal
Em 27 de dezembro de 1932 foi inaugurado, no vasto prédio que havia sido da Agência Bromberg, na Rua Saldanha Marinho, o Cachoeira Rink Club.

sábado, 24 de março de 2012

Antônio Vicente da Fontoura há 97 anos denominando uma escola

    Antônio Vicente da Fontoura - se perguntarmos a qualquer cachoeirense quem é esse homem, a resposta certamente será: “... o que dá nome a uma escola que fica perto do Château d´Eau.”

    Pode ser que a resposta frustre a expectativa de quem esperava ouvir algo semelhante a “foi um importante vulto da história de Cachoeira e  que negociou a paz do Rio Grande com o Império em 1845...”


Antônio Vicente da Fontoura

    Talvez a Prof.ª Cândida Fortes Brandão não tenha imaginado a perpetuidade do nome quando, em março de 1915, sugeriu que o Grupo Escolar criado no dia 22 recbesse o nome “... do glorioso farroupilha cachoeirense por adoção (...) que vendo fracassada a revolução de 35, conseguiu uma paz honrosa para o Rio Grande, indo à Corte tratar pessoalmente com o imperador as bases da mesma.”

    A despeito das sucessivas mudanças sofridas pela educação e pela própria escola ao longo de todos esses anos, e de alguns rápidos períodos em que outras denominações foram aplicadas, o nome Antônio Vicente da Fontoura prevaleceu.

E.E.E.F. Antônio Vicente da Fontoura - foto Renate S. Aguiar
   
    Agora, do alto de seus 97 anos, rumo ao centenário, a escola continua a perpetuar em seu nome a memória daquele que, pelas palavras de Cândida Fortes Brandão, “...não foi, pela palavra, um educador, porém o foi pelos brilhantes exemplos tanto na vida privada como na pública, merecendo por isso, servir de exemplo à juventude e que à sua memória seja prestada esta homenagem.”
   

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mau estado sanitário do Município há 105 anos

     O jornal O Commercio (1900-1966), na edição de 6 de março de 1907, publicou carta de um leitor chamando a atenção para o "mau estado sanitário" no Alto dos Loretos, onde residia. Lá havia 12 pessoas atacadas pelo tifo, com registro de um óbito. O missivista  apontava como uma das causas a falta de higiene nas casas e a péssima água colhida nos poços, uma vez que os pipeiros (vendedores de água) não iam até aquele arrabalde.

Vendedor de água - acervo CORSAN
     No decorrer da carta, o leitor alertava sobre a falta de interesse das autoridades, afirmando que uma cidade grande e importante como Cachoeira precisava cuidar da higiene das casas, da desinfecção das latrinas, que nem sequer eram caiadas, e da higiene empregada na criação de animais nos pátios, especialmente os porcos.
     Como se vê, o leitor que remeteu a carta era bem informado...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Novos tempos para o tempo passado II

            Na Semana de Cachoeira de 1978 um monumento dedicado à Cidadania, Trabalho e Cultura, obra do artista cachoeirense Antônio Albino Maciel, foi inaugurado no local em que estava sendo disposta a Praça Honorato de Souza Santos.

15/12/1978 - inauguração do monumento
            De lá para cá já transcorreram mais de 33 anos e o monumento nunca sofreu restauro, apresentando-se degradado pelo tempo e ação de vândalos.
Foto Nelda Scheidt - fev. 2012
            Na semana passada, a convite da Prefeitura Municipal e aavés do Núcleo Municipal da Cultura, Antônio Albino veio a Cachoeira para começar um trabalho de recuperação do monumento, contando para isto com o apoio de servidores da Secretaria Municipal de Obras.
Antônio Albino Maciel (D) orientando o trabalho
            O escultor pretende voltar a Cachoeira em mais duas ocasiões para terminar o trabalho. E espera também que a população respeite o monumento, mantendo a sua integridade.

Nos próximos dias o Núcleo Municipal da Cultura recolocará nova placa de identificação do monumento, respeitando o que estava gravado na original:
A cidadania, trabalho e cultura. Prefeito Municipal: Júlio Cezar Caspani. Escultor: Antônio Albino Maciel. Inaugurado na Semana de Cachoeira do Sul – 15-12-1978.

Imagens: Antônio Albino Maciel (fotos da inauguração), Nelda Scheidt e Mirian Ritzel.