Cachoeira de outros tempos

Cachoeira de outros tempos
Rua 7 de Setembro com Banco da Província ao fundo (~1928) - MMEL - Modificado por IA - Renato Thomsen

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

23 de agosto - dois ilustres aniversários

              O dia 23 de agosto marca a passagem de dois aniversários: o do Hospital de Caridade, cuja pedra fundamental foi lançada em 23 de agosto de 1903, e o do nascimento do médico, político e escritor cachoeirense Ramiro Fortes de Barcellos, no ano de 1851.

Primeiro prédio do Hospital de Caridade - inaugurado em 1910
- fototeca Museu Municipal

                Ramiro Barcellos, apesar de médico, viveu seus primeiros tempos na profissão em uma Cachoeira que não possuía hospital. Depois, radicado em Porto Alegre, tornou-se um dos grandes nomes na história da Santa Casa de Misericórdia. Quando faleceu, em 1916, nosso Hospital já recebia pacientes no prédio inaugurado em 11 de dezembro de 1910.

Ramiro Fortes de Barcellos - Wikipédia

sábado, 18 de agosto de 2012

Château d'Eau para sempre!

   No dia 17 de agosto - Dia do Patrimônio Histórico - o Château d'Eau foi abraçado pela cidade que há muito o elegeu como seu monumento-símbolo e foi decretado, oficialmente, patrimônio histórico de Cachoeira do Sul.


   A solenidade, sob um "céu de brigadeiro" e as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição, foi de emoção e muita beleza.
   Netuno e duas ninfas "desceram" do monumento e saudaram o ato do Prefeito Sergio Ghignatti. 



   Eduardo Florence homenageou Nelda Scheidt. 


   A Banda da Escola Balthazar de Bem ocupou com seus sons e coreografias a praça homônima. 



     E os alunos da Escola Antônio Vicente da Fontoura abraçaram o "castelo de águas".
   Cachoeira do Sul respeita e quer ter sempre a beleza, a simbologia e o encantamento do Château d'Eau, senhor do canteiro central da Praça Dr. Balthazar de Bem.


   Imagens: Neiva Ester Corrêa Köhler - Arquivo Histórico do Município.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Château d'Eau - patrimônio tombado de Cachoeira do Sul

      
                O dia 17 de agosto, Dia do Patrimônio Histórico, vai se revestir, em 2012, de caráter especial: neste dia o maior símbolo de Cachoeira do Sul, o Château d’Eau, e de longe o espaço urbano mais fotografado da cidade será tombado como bem do patrimônio histórico. Seu nome, com a descrição da arquitetura e aspecto artístico, será transcrito no Livro Tombo e constituir-se-á no décimo terceiro bem tombado de Cachoeira do Sul.
            A história do Château d’Eau remonta à metade da década de 1920, quando os serviços de saneamento e distribuição de água na cidade tornaram-se alvo, mais uma vez, da administração municipal, dessa vez sob o comando do Dr. João Neves da Fontoura.
            A distribuição de água começou a ser feita em algumas ruas da cidade com a construção e funcionamento da primeira hidráulica, inaugurada em 20 de setembro de 1921, nas proximidades do Hospital de Caridade. Quatro anos depois, em 1925, com a segunda hidráulica, também a zona alta da cidade passou a ter água encanada. E é justamente no complexo da segunda hidráulica que entra o Château d’Eau, reservatório elevado que atuava no recalque de água e a distribuía até o reservatório enterrado, ou R2, situado na Rua Júlio de Castilhos e hoje integrante da Praça Borges de Medeiros.

Reservatório R2, integrante da 2.ª Hidráulica (1925)
- fototeca Museu Municipal
            A arquitetura do Château d’Eau foi projetada pelo engenheiro Walter Jobim e os cálculos e estabilidade do conjunto pelo Dr. Antônio de Siqueira. As estátuas de ninfas e do Netuno, no alto do reservatório, foram projetadas por Giuseppe Gaudenzi e executadas nas oficinas de J. Vicente Friedrichs, de Porto Alegre.

Ninfa - foto Jorge Ritter
Netuno - foto Jorge Ritter

            Ocupando o canteiro central da Praça Dr. Balthazar de Bem, o Château d’Eau completa com a Catedral e a antiga Prefeitura Municipal um dos mais imponentes conjuntos arquitetônicos do Rio Grande do Sul.

Vista aérea da Praça Balthazar de Bem - Facebook
Château d'Eau - foto Robispierre Giuliani

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cine-Teatro Coliseu: viabilização de um projeto de revitalização

          O Cine-Teatro Coliseu, inaugurado no dia 17 de fevereiro de 1938, teve vida útil até meados da década de 1980, encantando gerações de cachoeirenses com a sétima arte. Também foi palco de apresentações teatrais, comícios e conferências de personalidades ilustres da cultura nacional. Mas seu palco silenciou, a tela deixou de apresentar romances, comédias, dramas, faroestes...

Cine-Teatro Coliseu na inauguração

         Hoje o que restou do Coliseu, uma fachada e algumas paredes, felizmente ainda sólidas o suficiente para serem recuperadas, é motivo de discussões nas rodas da cidade, acalorando contrariedades: restaurar ou derrubar?

Fachada do Coliseu - foto Dorinha Ritter de Abreu

         A resposta, óbvia, é recuperá-lo para preservar sua memória e a tradição cultural da cidade. E dar-lhe o uso que dignifique sua história.
    O graduando em Arquitetura, cachoeirense Gabriel Prates, apresentou no Auditório da Casa de Cultura, na noite de 15 de agosto,  aspectos importantes do prédio do Coliseu e um projeto para aproveitamento do espaço como Casa de Cultura.  Certamente, se concretizado, dotaria nossa cidade de um espaço cultural invejável. Alternativa inteligente e sustentável à espera de um empreendedor com visão de futuro.